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“O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré” é o novo livro infanto-juvenil do jornalista Edelvânio Pinheiro

O livro “O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré”, que acaba de sair pela Editora Flamingo (SP) é o 6º livro do jornalista Edelvânio Pinheiro e o primeiro livro infanto-juvenil do autor. A obra é uma fábula baseada em uma história real, um triste episódio ocorrido no Dia das Crianças, do ano de 2020, na cidade de Jaguaré, no extremo norte do Espírito Santo, que ganhou as páginas dos principais jornais do país. A fábula narra a luta diária de um cachorro de rua pela sobrevivência, a esperança dele de ter uma família de humanos e sua morte trágica e covarde, que emociona qualquer leitor, despertando nas crianças e nos adolescentes a necessidade de cuidar e de proteger os animais. O prefácio do livro é assinado pela médica veterinária Lohana Mehnati, filha do autor. Em formato 21 por 21 centímetros, o livro tem 32 páginas, capa dura e ilustrações coloridas de Paulo Alaor.

Aliás, o artista plástico Paulo Alaor que ilustrou o novo livro do jornalista Edelvânio Pinheiro, disse que cada ilustração do livro foi pensada para passar alguma mensagem visual e não simplesmente ilustrar o que já está escrito, estar lá só por estar, pois sendo assim, segundo ele, as ilustrações não seriam necessárias. Destacou que o desafio maior é como conduzir o leitor a sentir a mesma emoção que ele sentiu ao ilustrar aquela cena, como guiar o leitor pela história sem subestimar a sua inteligência e, por fim, como influenciar o leitor a seguir as pistas deixadas pelo caminho criativo, sem explicitar demais aquilo que já está explicado em forma de texto, deixar que o próprio leitor preencha as lacunas por sua conta.

“A linha entre a realidade e a fantasia é delicada e é nesse limiar de travessia que atuamos, no campo da sensibilidade, no campo das emoções e entendo que a escrita do Edelvânio Pinheiro em “O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré” é bem isso, podemos comparar a um prato chique: o garçom traz um determinado prato e sobre ele tem um pequeno adorno, uma folhinha para dar charme, você afasta aquela folhinha, come a comida e se satisfaz, mas a folhinha tá ali no canto do prato, assim é a ilustração, você degusta o texto, mas a folhinha (ilustração) tá ali num canto até você terminar de comer”, observou o artista plástico Paulo Alaor.

O livro “O cachorro cor de caramelo que vivia nas ruas de Jaguaré” de Edelvânio Pinheiro, é baseado numa história real ocorrida em pleno feriado do Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro de 2020, um caso repugnante ganhou repercussão em todo Brasil após as câmeras de videomonitoramento de um condomínio na cidade de Jaguaré, no extremo norte do Espírito Santo, ter flagrado a pessoa de Manoel Batista dos Santos Júnior, o “Nico”, 32 anos, amarrando um cachorro cor de caramelo na traseira do seu carro e depois saiu às ruas da cidade arrastando o animal até a morte. O animal tenta correr, mas não consegue acompanhar a velocidade do automóvel. O cãozinho era um personagem bastante conhecido no centro comercial de Jaguaré, onde recebia comida e água dos comerciantes e moradores. A crueldade revoltou à população e o acusado foi preso e indiciado com base na nova Lei nº 14.064/2020, que aumentou a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Embora a nova legislação, sancionada em 29 de setembro de 2020, prevê pena de dois a cinco anos de prisão, o autor só ficou recluso por 90 dias.

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